
Jó
Paciente no sofrimento
Homem íntegro da terra de Uz que permaneceu fiel a Deus através de grandes sofrimentos.
- Relações
- Sua esposa, Elifaz, Baldade, Zofar e Eliú (amigos)
- Temas
- Sofrimento, fidelidade, soberania, restauração
- Primeira aparição
- Jó 1:1–22
“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.”
A história de Jó
Jó é apresentado como homem da terra de Uz, íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal. Era o maior de todos os homens do Oriente, pai de sete filhos e três filhas, dono de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas, e de muitos servos. O livro o descreve como Deus o descreve: não há outro como ele na terra, homem íntegro e reto. Regularmente oferecia holocaustos por seus filhos, dizendo: talvez tenham pecado contra Deus.
O prólogo narra que os filhos de Deus se apresentaram diante do Senhor, e Satanás veio também entre eles. Provocado por Deus a considerar a integridade de Jó, Satanás alegou que ele temia a Deus por causa da prosperidade que o cercava. Então Jó perdeu, em rápida sequência, seus bois, jumentos, camelos, seus servos e, por fim, os sete filhos e as três filhas. Jó rasgou o manto, rapou a cabeça, lançou-se em terra e adorou, dizendo: nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei a ir; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou. Em tudo isso não pecou, nem atribuiu a Deus nenhum procedimento imperfeito.
Numa segunda prova, Jó foi atingido com uma úlcera maligna da planta do pé à coroa da cabeça. Sua esposa lhe disse que abençoasse a Deus e morresse, e ele respondeu que ela falava como uma doida: receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Quando seus três amigos — Elifaz, Baldade e Zofar — vieram consolá-lo, ficaram em silêncio sete dias, vendo que sua dor era muito grande. Depois se seguiram longos debates, em que os amigos afirmavam que o sofrimento era fruto do pecado e Jó mantinha sua integridade, clamando por uma resposta de Deus. O jovem Eliú também falou, atribuindo a Deus justiça e disciplina.
Quando o Senhor respondeu a Jó de um redemoinho, não lhe explicou a causa do sofrimento, mas lhe apresentou perguntas sobre a criação: a fundação da terra, o mar, as estrelas, os animais selvagens, o hipopótamo e o crocodilo. Jó reconheceu que nada podia responder e se recolheu de pó e cinza, confessando que antes o conhecia por ouvir falar, mas agora os seus olhos o viam. Em seguida, o Senhor repreendeu os amigos, porque não falaram de si o que era reto como Jó, e mandou que oferecessem sacrifícios, com Jó orando por eles.
O epílogo registra que o Senhor virou o cativeiro de Jó quando este orava pelos amigos, e lhe acrescentou em dobro tudo o que tinha: catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas, além de sete filhos e três filhas, as mais formosas da terra, chamadas Jemima, Quezia e Querém-Hapuc. Jó viveu ainda cento e quarenta anos e viu seus descendentes até a quarta geração. No Novo Testamento, Tiago cita Jó como exemplo de perseverança, lembrando o fim que o Senhor lhe deu, sendo o Senhor muito misericordioso e piedoso.
Onde Jó aparece na Bíblia
Livros, capítulos e passagens relacionados a Jó nas Escrituras.
Jó
Capítulos 1–2, 19, 42
O livro de Jó narra sua vida em Uz: homem íntegro e abençoado que perde filhos e bens e é atingido no corpo sem pecar com os lábios; resiste aos amigos que o acusam de pecado oculto, ouve a resposta de Deus desde o redemoinho sobre a sabedoria e a soberania divina, intercede pelos amigos e é restaurado em dobro, vendo descendência até a quarta geração.
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